Pisar

Suavemente
na Terra

Pré-Estréia Setembro 2022

Um Filme de Marcos Colón

Roteiro & Pesquisa de Bruno Malheiro & Marcos Colón

Montagem & Música Original de Diego Orix

Fotografia de Bruno Erlan & Marcos Colón

Design Gráfico & WebDesign de Fabrício Vinhas

Produção Executiva de Erik Jennings & Marcos Colón

Direção & Produção Geral de Marcos Colón

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Participações

Katia Akrãtikatêjê,
Manoel Munduruku,
José Manuyama e
Ailton Krenak

Música de

Gilberto Gil
Coral Mitã Mbaraete Guarani Mbya

O Filme

No documentário “Pisar Suavemente na Terra”, três lideranças indígenas amazônicas tentam manter vivas suas formas de estar no mundo diante das ameaças aos seus territórios, promovidas pela grande mineração, por monocultivos, pelo garimpo, pela exploração de petróleo, pela extração de madeira e pela construção de usinas hidrelétricas. Interligadas pela voz e pelo pensamento de Ailton Krenak, essas três histórias de resistência nos apresentam outras formas de caminhar suavemente pela terra.

Assista ao Trailer

Com relatos de Ailton Krenak, Kátia Silene Akrãtikatêjê e outras lideranças indígenas, a produção mostra histórias da invasão capitalista que assola a Amazônia

Participações

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Kátia Akrãtikatêjê

Tônkyre Akãtikatêjê é o nome indígena de Kátia Silene da Costa Valdenilson. Cacica do Povo Akrantikatêjê — que significa Gavião da Montanha — ela é filha de Raimunda e de Hõpryre Rõnõre Jõpikiti Payré, liderança indígena histórica da Amazônia que lutou contra o deslocamento forçado de seu povo pela construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí. Kátia se autodenomina sobrevivente do holocausto da ditadura militar na Amazônia e da construção de uma barragem, pois foi forçada a sair de seu território, a conviver com a extrema violência do Exército brasileiro e a se adaptar, junto com os povos Parkatêjê e Kykatejê, na Terra Indígena Mãe Maria, para onde sua comunidade também foi deslocada. Hoje, Kátia vive em uma terra atravessada por uma estrada, dois linhões de energia, uma ferrovia da empresa Vale S.A e ameaçada de invasão por madeireiros. Essas adversidades nunca impediram a cacica de empreender lutas ou defender a unidade de seu povo na luta indígena. Além de protagonizar essas lutas, ela organiza a implantação de sistemas agroflorestais, tanques de peixe, diversas roças e a coleta da castanha na terra indígena.
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José Manuyama

José “Pepe” Manuyama nasceu em Requena, cidade na Amazônia peruana. É professor de origem indígena Kukama. Faz parte do Comitê em Defesa da Água, um coletivo intercultural que defende a não mercantilização da água e de outros bens comuns, além de lutar pela dignidade humana e não humana, ameaçadas pela economia predatória internacional. José foi protagonista de lutas cidadãs junto ao Comitê em Defesa da Água da cidade de Iquitos e encampou uma luta contra a multinacional do petróleo Conoco Phillips para que a bacia do Rio Nanay estivesse livre da exploração de petróleo na região. Sempre articulando muitas organizações e várias etnias indígenas, Pepe, como é conhecido pela comunidade onde vive, também conseguiu conter um projeto de desmatamento de mais de 40 mil hectares na cidade de Tamshiyacu. Manuyama é um defensor da vida. É um intelectual em movimento que sempre apresenta o outro lado daquilo que historicamente convencionou chamar-se “desenvolvimento”. Sua mobilização e seu pensamento são expressões vivas de uma luta ancestral pela vida, e seu fazer e saber são sementes para construirmos outras formas mais suaves de pisar sobre a terra.
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Manoel Munduruku

Pela ancestralidade de Pai Tupã e da Mãe-Terra, Manoel Munduruku é uma liderança indígena da Aldeia Ipaupixuna, coordenador do Conselho Munduruku do Planalto, além de ser representante de quatro aldeias do povo Munduruku e cinco aldeias do povo Apiaká. A Terra indígena Munduruku e Apiaká está localizada no Planalto Santareno e possui aldeias dos dois povos. Manuel construiu uma história de lutas pela unidade de seu povo, em defesa do território, contra os grandes projetos de desenvolvimento na Amazônia. Articulou lutas contra a expansão da soja pelo Planalto Santareno e contra a intrusão de sojeiros na Terra Indígena, além de denunciar, junto a diversas outras organizações sociais e entidades, os grandes projetos portuários instalados na cidade de Santarém. Manuel também auxiliou na construção do Protocolo de Consulta dos Povos Indígenas Munduruku e Apiaká da região. Por conta das tensões de sua história de luta e resistência, Manuel foi forçado a mudar para a cidade de Santarém para cuidar de sua saúde física e mental, mas ainda assim continua a usar sua voz para denunciar os abusos dos processos de expansão de monocultivos na Amazônia, bem como para articular os povos indígenas em defesa de seus territórios ancestrais.
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Ailton Krenak

Líder indígena, ambientalista, filósofo, poeta e escritor, Ailton Krenak é Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), uma das maiores lideranças do movimento indígena brasileiro e um dos maiores escritores do Brasil. Protagonizou uma das cenas mais marcantes da história do país, em 1987, quando pintou o rosto com jenipapo para protestar contra os ataques aos direitos indígenas. No ano seguinte, em 1988, participou da União dos Povos Indígenas, que se transformou na Aliança dos Povos da Floresta, movimento que juntou Ailton, David Kopenawa Yanomami e Chico Mendes. No seu retorno à Minas Gerais, onde está a aldeia de seu povo, Krenak passou a se dedicar ao Núcleo de Cultura Indígena, continuando na luta pela articulação dos povos indígenas. Com seu povo, sofreu com o maior crime ambiental da história do Brasil: o rompimento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco/BHP Billiton, da Vale, em Bento Rodrigues, distrito de Mariana (MG), em novembro de 2015. Como escritor, Ailton Krenak lançou recentemente “Ideias para adiar o fim do mundo”, “O amanhã não está à venda” e “A vida não é útil”, livros que foram inspirações fundamentais para a construção deste documentário. É de Krenak a frase que dá título ao filme “Pisar Suavemente na Terra”.
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A gente não veio ao mundo para comer o mundo.
A gente veio para dançar a vida.

Ailton Krenak

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A modernidade é sinônimo de arruinamento social… o desenvolvimento produz riqueza material para uns poucos e ruína total para o resto.

José Manuyama

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Nós indígenas estamos aqui dizendo para que nos respeitem da maneira que nós somos.

Kátia Akrãtikatêjê

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Esses grandes empreendimentos só trazem para nós destruição. É esse o desenvolvimento que eles falam: desenvolvimento que mata.

Manoel Munduruku

Fotos

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